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terça-feira, 3 de abril de 2012

O retrato na escrivaninha

Quando me olho no retrato,
os olhos fechados,
o perfil enquadrado
em escala de cinza,
não vejo mais
que a descontinuidade
do traço e do grafite.

É um tempo morto
escorrido na imagem.

- A esperança?

É que esses olhos
um dia despertem...


Luiz Augusto Rocha

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