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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Bilhete de Ano Novo

Ah, Ano Velho,
perdão pelo que fizemos,
pelo que costuramos,
pelo tudo e o nada.

Velho camarada,
cá nos despedimos...
Mas não se preocupe,
de vez em quando irei vê-lo.

Sabe, meu amigo,
é que amanhã já tenho
um encontro marcado
com a minha esperança.

Luiz Augusto Rocha

sábado, 15 de dezembro de 2012

Poeminha geométrico

São tantos lados tão vastos,
que um polígono aberto
era tão pouco.

Luiz Augusto Rocha


Poeminha sem sentido

Ando tão bobo,
que, quando paro,
me falta chão...

Luiz Augusto Rocha

sábado, 1 de dezembro de 2012

Um pássaro

Voa tão, tão alto,
que, ao olhar o vasto,
dá uma preguiça de voltar.

Quando desce,
cansado e sozinho,
pousa num poema.

Repousa nessa poesia,
nos versos breves
descansa.

Equilibrado na palavra,
olha de novo o céu
e sai voando na vastidão...

Luiz Augusto Rocha