Quem passou por aqui





quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A amoreira pela janela



Quantas vezes por ano
a amoreira dá frutos?

Quantas chuvas são suficientes
para que não haja calor?

Como olhar pela janela ou
existe um jeito de olhar por ela?

Acho que são vários,
independente da minha vontade...


Luiz Augusto Rocha

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Poeminha da leitura


A angústia e a amargura
são apenas palavras
para quem só lê.

Luiz Augusto Rocha

Confusão de estações


É tempo de primavera,
deveria ser, todos dizem.
Por que o inverno insiste
em querer ficar esfriando?

É tempo de flores,
de cores, de cheiros!
E o inverno à espreita
do dia que há de raiar.

Há tempo pra tudo,
de hoje pro futuro.
Há tempos passados
caminhávamos.

Hoje eu pergunto,
é primavera ou inverno?
Ainda vejo sorrisos ternos!
Deve ser primavera...

Luiz Augusto Rocha

Da escrita


Um ponto encerra a discussão.
Trema com dois pontos.
Com três, deixe no ar...

Apresente-se novamente com dois:
– Alguma dúvida?
Surpreenda-me com um “não”!

Não faça curvas entre vírgulas,
largue esse caderno
e vá ver o céu.

Luiz Augusto Rocha.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Diálogo onírico


– Que sonho mais estranho!
Caindo, caindo, caindo...
Não era sonho, era a vida.

– Que sonho mais bonito!
Rindo, sorrindo, partindo...
Estava indo ver a vida.

– Que sonho tão real!
Quedas, sorrisos, partidas...
Do que mesmo falávamos?

Luiz Augusto Rocha

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Poeminha esperançoso

Não nasci para os romances,
nem os escritos nem os vividos.
Quando é que a gente nasce?


Luiz Augusto Rocha

Poema inconcluso

Queria a ilusão dos heróis ou
a verdade estampada dos talentosos.
Sobrou-me um coração angustiado.

Quis a fama e o anonimato,
o conforto de abraços piegas
desmontando clichês.

O que mais resta dizer
aos poucos ouvintes
além da morte (prematura) da expectativa?


Luiz Augusto Rocha