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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Nada novo

Nada tenho de novo.
É tudo de novo e de novo.
Nem mesmo o ano novo
é tão novo assim...
Todo ano se repete.

Nada tenho de meu,
além de velhas ideias
roubadas dos outros,
já velhas e puídas
guardadas cá dentro.

Nem tenho os outros,
que passam por mim,
que contam suas ideias
de novo, as velhas ideias
repetidas em novas bocas.

Não tenho quase nada,
a bem da verdade.
Só me resta a esperança
de que este poema
me alegre de novo.

Luiz Augusto Rocha

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