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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Poema inútil

Uns grandes versos bobos!
Era só isso que fazia escrever,
Coisas bobocas, simples. Geniais?
Palavras lindamente articuladas?
Que pudessem salvar o mundo...

Como eram exageradas as palavras!
E eram complexas as construções?
Uma festa maravilhosa e rocambolesca!
Com direito a metrificação. Eu acho.
Como o bobo era eu...

O mundo não mudou pela poesia.
Acho que nem ligam mais para poesia.
Há muito trabalho para se fazer!
Coisas bem melhores a se apreciar.
Nem eu mudei pela poesia...

Abandonei a métrica.
Deixei as rimas de lado.
Intercaladas entre o desdém
e a inutilidade da procura.
E o tempo pareceu-me o mesmo...

Espero que isso não seja um achismo.

Luiz Augusto Rocha

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